quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Tudo novo, Blog sendo renovado, preparando-o para um 2009 cheio de bons textos, grandes amigos, poesia, novidades...

Em Dezembro estaremos nos preparando para 2009, mas assim que o mês passar aqui estarei eu com novos silogismos e prometendo leituras assíduas dos blogs de todos vocês...

Obrigado pelo apoio e confiança!!

sábado, 6 de setembro de 2008

Liz (bela)

A vida de Liz estava um caos, pelo menos ela achava isso. Relacionamentos fracassados, amigos que não a entediam, se via em um mundo em que era desconhecida, em que ninguém conseguia vê-la como ela realmente era. Uma estranha no ninho.
Ultimamente tem visto o mundo como um filme de películas, em que ela atua apenas como expectadora, sem emoção e nenhuma vontade de participar desse tão agitado, mas desinteressante jogo de viver. Não agüenta mais viver no meio de pessoas que não tem nada a ver com ela, pessoas que há pouco tempo atrás eram do estilo odiado por ela.
- O que aconteceu comigo? Em que eu me transformei? – se pergunta Liz em frente ao espelho – Hoje parece que “sou” o que não sou. Por isso me sinto tão estranha. – E apagou a luz e foi se deitar, já estava tarde.
No dia seguinte, a mesma rotina a oprimiu durante todo o tempo, piadas que não agüentava mais ouvir, comentários maldosos que a irritavam, vozes que a faziam querer sair de perto.
- Preciso mudar, preciso me modificar, preciso voltar a ser eu. Só preciso voltar a ser eu mesma. Vou atrás de gente nova, pessoas legais, música boa. Vou voltar a viver, ou começar a viver. – comentou consigo mesmo na frente do espelho naquela noite, aquele era um dos poucos lugares em que podia pensar na sua vida em paz.
Liz nunca vivera realmente, na realidade, nunca soube quem ela era, nunca teve certeza de si. Quando namorava, era a Liz do namorado, e quando estava só, estava só. Não pensava em si sem ninguém, dependia da sombra de alguém pra se definir. Odiava quando tocavam nesse ponto, mas agora conseguia ver, de certa forma era uma Liz sem personalidade e estava disposta a achar a dela.
Mas não era uma completa falta de personalidade que a assolava, sabia qual estilo de música gostava, por quais filmes era apaixonada, sabia que amava flores, cães e a beleza em geral, mas no fundo não se sabia.

p.s:. Primeiramente gostaria de pedir desculpas por todo esse tempo ausente de postagens e de leituras dos blogs de todos, sei que andei sumido dos seus coments, mas peço para que não me abandonem. Esses dias foram difíceis, fiquei sem tempo até de me aproximar do pc e ele resolveu dar problemas tbm.

p.s.2:. O que eu escrevi hoje não é bem uma novela, mas acho mais belo descrevê-lo como um conto em capítulos, ou como a vida de Liz, vou escrever sobre ela até conseguir descobrí-la por inteiro, passado, presente e futuro.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

É apenas uma estréia


A barriga fica cheia de borboletas insanas
Voando descompassadamente e se chocando
Entre si e nas paredes do estômago
Aquela sensação de frio na barriga
Arrepiando os cabelos na nuca.

Os olhos tentam se manter fechados
Fechados pra não ver o que espera,
Pra tentar acabar com aquele nervosismo,
Pra matar as malditas borboletas,
Borboletas que dão vontade de ir ao banheiro.

As mãos suam sem parar,
A voz falha como a de um adolescente,
a boca seca, a perna treme.
Penso até ser um encontro, mas não,
É apenas uma estréia!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

(En)Lua(rada)


Fico na janela a admirar
Noites e noites a espreitar
A sombra que se desfaz na lua
Dando lugar à luz que ilumina a rua.

Será que ela está lá?
Papai um dia me disse
Que vovó foi para a lua
E que já não pode mais me visitar.
Como sinto saudades da vovó
Mas sei que ela está a sorrir para mim de lá.
Gosto de pensar que ela está enluarada...

Será que a lua é o céu?
Se for, que céu mais lindo...
Iluminado, cheio de gente boa...
E a vovó está lá a me esperar.

Quando eu for pra lua também
Vou sorrir todo dia pro povo de cá
Não vai faltar ninguém
Ninguém para eu admirar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ele é feliz...


“Acreditar no amor é preciso” – pensou Roberto após chegar em casa. Eram duas da madrugada, há dois meses atrás nesta hora estava chorando por alguém que num havia merecido uma lágrima sequer, hoje acabara de ter o melhor encontro da sua vida.
Havia encontrado a melhor companhia de sua vida, a melhor mulher de sua vida, A MULHER da sua vida. Ele havia encontrado a pessoa certa.
“Como eu não pude tê-la visto antes, ela sempre esteve ao meu lado. Quando eu mais precisei, ela estava aqui e eu cego não a vi. A vizinha considerada apenas uma amiga distante... Que ironia do destino, ela sempre passava a madrugada acordada vendo a luz branca do meu computador acesa enquanto eu chorava por outra, e justamente no dia que ela tomou coragem para falar comigo viu a luz da minha lareira acesa. Começamos a conversar, a malhar juntos, dava carona a ela para o trabalho e dois meses depois da luz laranja da lareira sou o homem mais feliz do mundo.”
Ele deixou o casaco sobre a cama do quarto, abriu o chuveiro e começou a se despir para um banho, um banho para lavar o passado e guardá-lo apenas como uma boa recordação, uma lembrança de um tempo que passou e não volta mais, e deixar o caminho completamente limpo para um novo homem, um homem sem medo de ser feliz, disposto a arriscar por sua felicidade, disposto a arriscar por Débora.
Débora, a linda mulher com a chave do seu coração, a sua liberdade, a sua felicidade...
Ele é feliz...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ele estava livre...


“Como é duro acreditar no amor”, pensou Roberto em frente ao seu computador. Eram duas horas da madrugada e ele tinha seus olhos inchados. Só podia chorar nesse horário, achava que pareceria mais fraco se chorasse perto das pessoas, então se conformava em chorar nas madrugadas sobre as cartas de amor passadas, algumas rasgadas, algumas cuspidas, algumas pisadas e amassadas, mas sempre guardadas. Era a sua caixinha do sofrimento, sua caixinha do amor destroçado, do passado amedrontador, de todos seus fantasmas e feridas.
Era falar em Daniela pra sua caixa interior se abrir e a lembrança de todo o passado vinha à tona. Todos os momentos bons que haviam passado juntos e tudo que havia acontecido, o triste fim.
Seu ciúme funcionara como ácido em papel, corroeu tudo em um piscar de olhos, corroeu até o seu coração. Batera no melhor amigo dela, criou o namoro dele em uma prisão, uma prisão que ele mesmo inventou e na qual agora estava preso.
Deitou, sonhou. Sonhou com a liberdade, com a liberdade de viver, ficava com garotas nas festas, mas não sentia nada, estava bloqueado sentimentalmente. Uma bela mulher caminhava na direção dele em seu sonho, sua face era difusa, mas o perfume de rosas que exalava dela nunca seria esquecido, e a imagem do coração dela à mostra ficaria gravada em sua mente.
De manhã, ao ir por trabalho, aquele sonho ainda o perturbava, ainda o inquietava e o deixava ansioso, queria saber quem era aquela mulher. Com essa confusão mental saiu e foi trabalhar.
E a partir daquele dia tudo foi diferente, ele procurava aquela mulher em todas as mulheres que passavam pelo caixa que atendia no banco, antes ele procurava a Daniela em todas as mulheres, agora ele procurava a sua liberdade em todas as mulheres.
Ao chegar em casa, viu que muitas pessoas legais haviam passado pela vida dele naquele dia e decidiu abandonar o passado e pela primeira vez abriu sua caixa do sofrimento sem sofrer, apenas querendo se livrar de tudo aquilo. Pegou cada carta e leu para se despedir daquilo que um dia aconteceu e assim foi rasgando uma a uma e jogando na lareira. Ele estava livre...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Fale sobre amizade

Quanta dor eu estou sentindo, pois irei me separar de um dos meus mais valiosos amigos, às vezes ele me decepciona, às vezes não me entende e fica lerdando, às vezes cai e eu não tenho a menor votade de rir, mas só de ajudar e consertar. Irei me separar do meu pc até domingo. Talvez no lugar aonde eu estiver possa até tentar atualizar-me nos blogs da vida, mas acho difícil postar algo.

Mas aproveitarei meu fim de semana para ler, descansar e relaxar. E já que eu estava falando sobre amizade, gostaria de deixar mais um poema do meu arquivo sobre amizade. Foi uma amiga muito querida que fez para mim e me deixou extremamente feliz.

Fale sobre amizade

Amizade?!
Falar sobre ela?
Difícil, muito difícil...
Amizade algo que não se tem, se conquista,
Algo que não se quer se precisa,
Algo que jamais perde, afasta,
Algo que sempre vou ter quando estiver em qualquer momento,
algo na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza, e não existe a morte pra separar!
Amizade, algo engraçado de provar, explicar, só sentimos.
Não tem por que, mais existe!
Amigo é aquele por quem temos essa amizade, que podemos compartilhar,
Que podemos contar,
Que podemos esperar,
Pois eles sempre estarão no mesmo lugar.
Amigos não esquecem,
Ele vem e nunca volta,
Como se déssemos uma passagem sem volta pro nosso coração!
Uma pessoa quando se é amiga de outra, nunca precisa esperar pedir, tem que fazer.
Precisa esperar cair, tem que segurar,
Nunca precisa mostrar que esta lá, basta apenas "um eu te adoro"!
Cresci ouvindo que a diferença do amor pra amizade, é que o amor vai e volta e a amizade sempre fica!
Por isso meu amigo, estou sempre aqui, e sempre lembre, eu te adoro e nao precise que eu esteja ai do seu lado, pois nossa amizade corta qualquer fronteira.

Thays Colletes de Carvalho